terça-feira, 29 de maio de 2012

Dream Catcher




"Às vezes, eu só quero um pouco de paz, um pouco mais de ilusão e sono. Às vezes, eu só quero poder dormir assim que repousar minha cabeça no travesseiro, sem pensamentos, sem reviver tudo o que devia estar acabado... Só quero que minhas horas de sonhar se tornem mais longas, e eu possa, em um lugar fictício que seja, ser um pouco mais plena"

P. Elizabeth


sábado, 19 de maio de 2012

Strange



"E então, tudo pareceu tão bonito, e tão perfeito... Tão incrivelmente perfeito, como se aquilo, como se aquele momento, aqueles exatos segundos que a chuva começou a cair molhando o asfalto, e me assustasse, correndo pro seu abrigo, correndo pra você... Pra sua descoberta, pro dia em que tudo desse um volta extrema de 360º... Como se fosse tudo maquinado, e tão propositalmente divino... Era pra você me mudar, pra mudar todos meus conceitos e minha história... Simplesmente, era pra você me tornar uma sonhadora e uma cretina por esse sentimento tão sincero, com apenas um sorriso e palavras doces... Tão misterioso e dócil, estranhamente desconhecido e encantador... Assim era você... Assim continua sendo... Assim, do jeito que eu sempre gostei..." 

P. Elizabeth


sexta-feira, 11 de maio de 2012

This boy...


E eu estava ali, com a rosa chá entre os dedos indicador e médio. Esperando você chegar. Nervosa, rezava internamente para que o caule espinhoso se transformasse em um cigarro mentolado.
Apertava as mangas da blusa de mangas compridas contras os dedos já frios. Não queria perder o gosto de bala de morango da minha boca, queria provar seus lábios róseos pela primeira vez com um hálito doce. Doce como os seus, que com toda certeza seriam, naturalmente.
Seria boba por dizer que o mesmo sorriso desenhado em meu rosto, aquele que eu havia dado desde a primeira vez que vi seus olhos, estava presente aqui o tempo todo?
De alguma forma, eu ainda não consigo acreditar que te verei, que tocarei seu rosto ou que ouvirei sua voz... Talvez possa ser um sonho, ou talvez eu acredite que realmente seja um, fico tão fora da realidade assim, com você.
Aquela nossa canção, aquela que ouvíamos ao mesmo tempo, sem sabermos, está no replay há horas. As mesmas batidas lentas na bateria, as mesmas notas dedilhadas nas finas cordas metálicas da guitarra, e o som melodioso do piano ao fundo.
Seria seu abraço tão terno e caloroso, assim como eu sempre imaginei? Seriam reconfortantes como os que eu dava no meu travesseiro, antes de dormir, ou quando eu pensava em você com os olhos molhados?
Meu tênis batendo contra o chão de paralelepípedo, rápidos e angustiados. Meus olhos procurando por vestígios do seu ser. Virando a esquina, ou simplesmente tapando meus olhos, para me surpreender. Você está atrasado. E eu estou enlouquecendo.
Por que me tortura tanto assim? É pra me deixar ainda mais apaixonada por você? Pra me deixar cega e desesperada por seus toques?
Sentada na grama, sem me importar de sujar a calça jeans, abraço meu próprio corpo. Está frio e você ainda não apareceu. Enrolo cada vez mais o cachecol em meu pescoço, evitando os arrepios de tomarem conta de mim.
Os olhos dobrados em tamanho, assustada. Ainda sou criança, ainda sou inocente. Ainda sou esperançosa e confiante. Apertando a mochila contra o peito, como se ele fosse meu ursinho de dormir. Por que não vem? Por que demora, por que faz isso, dessa maneira gritante e solitária?
As pessoas começam a me olhar assustadas, talvez por eu estar soluçando sozinha aqui, por eu estar com o rosto coberto de negro, por ter te esperado a noite toda. Minha rosa está murcha e preto-e-branco.
Quero sair daqui, quero deixar minha tolice para trás... Mas... E se você chegar... E se você chegar aqui, e eu ter simplesmente desistido e ido embora? Não quero me desencontrar assim... Não quero meu garoto dos sonhos, não quero te deixar passar, sem antes eu ver seu olhar...

By: P. Elizabeth



terça-feira, 27 de dezembro de 2011

To love




















 “Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou.Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que remar também. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena. Remar. Re-amar. Amar.”

Caio F. Abreu

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Fear




De alguma forma me entristece esse meu jeito de gostar de coisas tão impossíveis...
Talvez seja medo da realidade, medo de viver
ou simplesmente medo que aconteça realmente e eu não saiba como lidar.

P. Elizabeth


sábado, 12 de novembro de 2011

Sleepwalker




De alguma forma me tornei uma sonâmbula
Sonhando acordada por ai
Sem importar em que tempo, em qual lugar, ou quão fértil seja
Acostumei-me assim...
Criando situações, ou momentos em que eu possa te encontrar...
Eu nunca havia percebido quanta falta você me faz, até eu me ver sozinha, com o olhar perdido...
Talvez eu te queira, talvez eu almeje ser forte o bastante pra não depender de você...
Mas sempre voltamos ao ponto zero...
E eu te ansiando cada vez mais...
Nunca provei quão realmente saboroso você seja...
Nem a textura sobre meus dedos quentes...
Talvez eu não saiba como reconhecer, ou simplesmente tente ignorar...
Como ando fazendo desde a última vez que me feri...
Por mais que eu tente imaginar, criar minhas fantasias,
Não sei, não sei quando você vai girar meu mundo de ponta cabeça
E de uma maneira que nunca senti, não tão intensamente...
Eu quero sentir aquele frio no estômago...
Pelo menos por uma vez, que seja!
Talvez eu seja uma sonâmbula,
Ou simplesmente, eu queira fechar os olhos enquanto estou acordada o suficiente e fingir uma única vez que eu vivi aquilo que eu me proibi conhecer...

By: P. Elizabeth


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Winter Dream




Eu sempre sigo o mesmo caminho de volta pra casa...
Com a música escapando dos grandes fones vermelhos...
De alguma forma inocente e infantil, ainda acredito que você possa estar lá
Esperando-me sentado na calçada com o velho sorriso de criança
Eu crio essa imagem, eu imagino cada detalhe, cada movimento que faria...
O gorro sobre os cabelos lisos e pretos, encolhido entre as grandes roupas de frio...
Pronto pra me abraçar, pra me fazer esquecer do inverno
Só você saberia me fazer feliz, da sua maneira meiga e sincera...
O nariz avermelhado, as bochechas coradas e os lábios tremelicando...
Enrolados no mesmo cachecol listrado de preto e branco
E eu poderia guardar seu cheiro em mim
De uma maneira quase pura, eu simplesmente me satisfaria somente com isso...
Nossas mãos sem luvas, esquentando uma na outra...
Sem chocolate quente, sem chás ou canecas de café...
Somente nós dois pra aquecer a noite nublada...
Eu sempre faço o mesmo trajeto, o mesmo asfalto negro sob meu velho All Star
Sempre trazendo de uma forma boba, meu sorriso no rosto...
E mesmo que doa, mesmo que me parta o coração...
Eu sei que no final das contas, você nunca estaria lá
Não me esperaria, porque você simplesmente é um sonho...
Apenas o rosto pelo qual eu ainda espero encontrar
Minha ficção, minha história de ninar...

By: P. Elizabeth


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